Adaptação das crianças ao Japão

Desde que chegamos aqui, muitas pessoas me perguntam como foi a adaptação das crianças aqui no Japão.

E adianto que não foi nada fácil!!

Nos passamos por diversos problemas, mas quem me acompanha nas redes sociais né, consegue imaginar isso né?

Talvez porque as redes sociais seja o nosso canto da felicidade e a parte de esconder os problemas, mas a adaptação não só das crianças, mas da família no geral, foi gradativa. Fomos nós moldando ao país e tentando melhorar o que dava!

Só que para responder a pergunta de vocês de como foi a bendita adaptação dos meus filhos aqui, nós achamos que seria mais legal contar através de vídeo!

Então, como vocês já sabem, é só clicar na imagem e irão direto pro vídeo!

Muitos beijos e até o próximo blog, Vlog, vídeo….

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Estudar depois dos 30??

Vocês lembram que estava pensando em fazer algo diferente da vida?

Então, gosto de escrever e de falar, mas tem coisas que quando a gente escreve não sai igual falando e vice-versa.

Aí, nada mais legal (eu acho), do que unir meu Blog ao meu canal do Youtube.

Nesse vídeo eu conto como foi estudar após ser mãe de dois filhos e após os 30.

Assistam o vídeo e se gostarem, curtam e se inscrevam no canal . Clique na imagem abaixo para ser direcionado ao vídeo😘Clique na imagem para ser direcionado ao vídeo

Escolas no Japão, qual escolher?

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Estou de mudança para o Japão, qual a melhor escola para meu filho?

Essa é a pergunta que mais vejo pairando sobre as redes sociais. Espero então que esse texto de hoje, possa contribuir de forma simples e clara com essas e outras dúvidas!

O japão é um país que hoje abriga muitos estrangeiros, principalmente vindos da Ásia, mas tem também latinos, europeus, americanos, etc…  Em cidades grandes é muito comum perceber a diversidade étnica que vem surgindo no país. E apesar do Japão ainda carregar uma cultura milenar de não miscigenação, aos poucos isso está mudando.   Por conta dessa diversidade, é possível encontrar escolas internacionais de diversos lugares do mundo, mas nesse texto vou comentar apenas sobre o sistema de ensino japonês e  duas categorias de ensino internacional; o americano e o brasileiro.  Até porque, não tenho capacidade de opinar sobre outras escolas.

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O ensino japonês é dividido em 4 categorias:

Educação Infantil, Yochien ou Hoikuen: No Yochien, o ensino é a partir dos 3 anos de idade você pode matricular seu filho a qualquer momento.  Já no Hoikuen, os pais precisam comprovar que trabalham e aguardar uma vaga.  Tanto no Yochien quanto no Hoikuen,  o ensino é voltado a brincadeiras e convívio social.

Ensino Fundamental 1, ou Shougakko:  Do 1º ao 6º ano.

No shougakkou as crianças têm aulas de Kokugo (japonês), Matemática, Ciências, Estudos Sociais, Artes, Música e Educação Física.  Elas também aprendem a cozinhar, costurar, servem as refeições e faxinam a escola.  No verão também tem aula de natação.  A partir de 2020, o Inglês, que hoje é opcional no shougakko, fará parte da grade curricular japonesa. O sistema de disciplina é bem rígido e a taxa de faltas escolares é de apenas 1%.

Ensino Fundamental 2 ou Chuugakkou: Com duração de 3 anos, assim como no Shougakko, as crianças têm aulas de  Língua Japonesa, Ciências, Estudos Sociais, Matemática, Música, Artes e Educação Física. O ensino de Língua Estrangeira é obrigatório nessa fase.  Além disso as crianças também tem aulas de marcenaria e esportes específicos, de acordo com a escolha do aluno.  Estes contam como atividades complementares que podem ser realizadas aos sábados.

Ensino Médio ou Koukou: não é ensino obrigatório no Japão e apesar disso, estudos dizem que desde 2005, mesmo o ensino não sendo obrigatório, 95% dos alunos que saíram do Fundamental 2 deram continuidade aos estudos.

Para entrar no Koukou, é preciso realizar uma prova.  Essa prova é padronizada para os Colegiais Públicos, e caem matérias de Língua Japonesa, Matemática, Ciências, Estudos Sociais e Inglês.  Se o colegial for particular,  a prova é feita de acordo com os critérios da escola.

Fazer um bom colegial aqui no Japão e ter boas notas são essenciais, pois será isso que determinará o sucesso no ingresso à boas universidades e até mesmo nas entrevistas de empregos locais.

Nota pessoal:É um sistema que funciona bem para os japoneses e  para o Japão.  Porém   a adaptação de crianças que vem de outros países, sobretudo se já estão em idade escolar mais avançada, pode ser complicada.  Por isso é importante que os pais acompanhem e apoiem os filhos nessa fase.

É uma ótima opção para se inserir na cultura se você pretende morar no Japão por muito tempo ou fixar residência.

163658333_3fc467533bEscola Brasileira

Devido ao grande número de brasileiros no país, é possível encontrar diversas opções de escolas e creches brasileiras, principalmente nas regiões onde a concentração da comunidade brasileira é maior.

As escolas brasileira seguem a grade curricular do MEC e algumas tem o ensino da Língua Japonesa avançado.  O ensino é divido em 4 categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2 e o Ensino Médio.  E a maioria das escolas ainda oferecem o serviço de After School.  Assim os pais ficam tranquilos em relação aos filhos enquanto trabalham.  Essa é uma vantagem sobre a escola japonesa,  pois o horário de trabalho dos dekasseguis é superior ao das escolas japonesas.

O valor médio das escolas brasileiras é de 40 mil yenes e você pode matricular seu filho a qualquer momento.

Vantagens:  Para quem chega e não domina o idioma, é uma excelente escolha, visto que seu filho poderá ter um período de adaptação tranquilo.  Afinal, ele estará em ambiente amigável e familiar.  Onde as pessoas falam a mesma língua que ele.

Desvantagens: Infelizmente as escolas brasileiras não preparam a criança para uma transição escolar.  Muitos brasileiros vem com data certa para voltar, porém muitas vezes acabam ficando mais tempo do que deveriam.  E as crianças que permanecem na escola brasileira, correm o risco de não aprender o idioma com fluência a ponto de ingressar no colegial japonês e futuramente em uma universidade.  Se limitando assim aos corredores de fábrica.  Muitas acabam  crescendo sem grandes perspectivas de carreira no Japão.

Nota pessoal:  Acredito que as escolas brasileiras poderiam investir mais no ensino de Língua Japonesa, inserindo o sistema bilíngue, ao qual a criança estuda em português, mas tem aula de Língua Japonesa e Cultura diariamente.  Poderia também aproveitar o After School  para realizar um intercâmbio cultural. Inserindo as crianças no ambiente japonês através de aulas de música, leitura de livros e filmes.  E também investir em professores capacitados para cursos preparatórios de exames de proficiência japonesa.

Claro que isso demandaria um investimento a mais  por parte da escola e dos pais.  Mas já que estamos aqui, porque não investir e dar o melhor aos nossos filhos?

6607220655_b9b8334f2c_qEscola Internacional Americana

Em minhas buscas por escolas internacionais percebi duas coisas:  A escola é voltada para a Elite do país e que isso está mudando! Aos poucos estão surgindo escolas de valores intermediários, que acolhem crianças de qualquer país e realizam trabalhos incríveis de aprendizagem.

A divisão do Ensino é o mesmo que mencionei nas escolas acima, mudando apenas a nomenclatura:

Kindergartner , para Educação Infantil;

Primary ou Elementary School para Ensino Fundamental 1

Primary ou Junior High School para  Ensino Fundamental 2 e,

Secondary ou High School para Ensino Médio.

Essas escolas geralmente seguem o currículo internacioal da Cambridge e o currículo Japonês para o ensino da Língua Japonesa.  Realizando um ensino bilíngue.

Algumas escolas também contam com  sala de apoio de aprendizagem da Língua Inglesa (para quem ainda não domina o idioma), e outra sala de Língua Japonesa, formando turmas de alunos com o mesmo nível de fluência, desenvolvendo assim um aprendizado mais rápido.

Elas também tem o sistema de After School, porém nesse horário são realizadas atividades extra curriculares, que podem ser de desenho, esportes, origami… São diversas opções que a criança pode escolher.

Vantagens:  O aluno que estuda em uma escola internacional, tem a oportunidade de ter um ensino globalizado, fazendo dele um cidadão preparado para estudar ou trabalhar em qualquer lugar do mundo.

Desvantagens:  O investimento é mais alto e não são todas as escolas internacionais que aceitam crianças que não dominam o Inglês.

Nota pessoal:  Essa é uma boa opção para expatriados que estão sempre em rotação, pois quando uma criança é alfabetizada em inglês, as opções de escolas nessa categoria são maiores no mundo todo.

Conclusão:

Independente da sua escolha, uma das coisas que acho mais importante é a participação dos pais na vida escolar dos filhos.  Mostrando que você se importa, seu filho se sentirá seguro onde quer que esteja.

Outro fato que não mencionei, porém de suma importância, é manter o Português como língua de herança.  Por mais que a vida seja corrida, e que seja mais fácil para seu filho se comunicar em outro idioma, manter o Português, dará oportunidades a ele de se reconectar a sua origem, manter contato com familiares distantes, e ainda  no futuro, ter mais oportunidades de trabalho por ser um adulto bilingue!

Bullying no Japão

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O número de casos de bullying nas escolas do Japão ultrapassam 320 mil casos e preocupa a sociedade.

Um total de 323,808 mil casos de bullying foram reportados pelas escolas japonesas, mas de acordo com o ministro da educação, 90% dos casos foram solucionados.

“Nós levamos muito a sério esse número alto de casos, mas acreditamos que estamos caminhando na direção certa para que as escolas consigam detectar o bullying precocemente e solucionar o problema”, disse o ministro da educação.

O ministro da educação disse que há 400 casos graves em 374 escolas diferentes, que causou graves danos físicos e mentais as crianças.

Dos 244 estudantes que cometeram suicídio, 10 sofriam bullying.  Cerca de 30% das escolas entrevistadas, entretanto, disseram que não tiveram casos reconhecidos de bullying.   O ministro da educação acredita que pode ter havido casos negligenciados, uma vez que as denúncias foram relatadas por 1000 alunos de diferentes escolas.

Nas escolas primárias, os numeros de casos foram de 237.921, acontecendo em sua grande maioria entre os 4º e 6º anos.

Entre os tipos de bullying, os mais comuns são a ridicularização e difamação, totalizando 62,5% dos casos, o cyberbullying soma 17% dos casos,  sendo este último mais comum no Ensino Médio.

Já o número de casos em que houve violência, foi de 59.457 denúncias.  Quase metade dos casos ocorreram na escola primária, atingindo a marca de 22.847 casos.

Kazuo Takeuchi, professor associado da Universidade de Hyogo, disse que o aumento de bullying e da violência envolvendo estudantes do ensino fundamental merecem atenção, pois pode estar relacionado ao ambiente em mudança, especialmente ao uso mais amplo da internet.

“Os tipos de bullying estão mudando desde o momento em que os professores eram filhos.  É necessário fazer esforços para saber o que está acontecendo com as crianças na era atual”, disse ele.

Hitoshi Jin, chefe do Childline Support Center Japan, disse que o aumento do número de bullying indicado pela última pesquisa reflete os casos de identificação negligenciado sem relatórios anteriores, mas que descobrir novos casos é uma coisa valiosa.  É difícil para as escolas compreenderem toda a situação por conta própria, dado que o bullying ocorre cada vez mais nas mídias sociais, disse ele.

Famílias, comunidades locais de grupos de apoio do setor privado devem ser mais envolvidos para ajudar as escolas a resolver problemas.  E um programa é necessário para abordar as questões de uma maneira muti-camadas, acrescentou Jin.

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FONTE: HTTPS://WWW.JAPANTIMES.CO.JP/NEWS/2017/10/26/NATIONAL/SOCIAL-ISSUES/REPORTS-SCHOOL-BULLYING-JAPAN-RISE-RECORD-HIGH-EDUCATION-MINISTRY-SURVEY-SHOWS/#.WHQCMLWWBIV
TRADUZIDO POR JULIANA ALVES.

Quando meu filho aprenderá a ler?

23805702_1745702762108579_247503916_nA segunda pergunta que mais escuto de amigos e parentes é,  quando meu filho vai aprender a falar?

E a primeira é, quando meu filho aprenderá a ler?.

É normal que os pais tenham essa ansiedade, assim como ansiavam pelas primeiras palavras do bebê ou pelos primeiros passos. Quando a criança atinge a idade escolar, os pais logo anseiam por seu desenvolvimento na leitura e na escrita.

Mas vamos com calma!  Primeiro, quero lembrá-los que cada criança possui o seu próprio ritmo de desenvolvimento e se ela lerá rápido ou demorará um pouco mais, dependerá também dos estímulos que ela receber.

Como estimular a criança?

O primeiro passo para a leitura é a oralidade.  Pense em você como adulto aprendendo um novo idioma:  nós lemos para ter vocabulario e aprender a conversar certo?  Quando se é criança, acontece o inverso, ela tem que escutar, para obter vocabulário, aprender a falar e por último a ler e escrever.   Por isso, se você quer que seu filho tenha um bom desenvolvimento, menos televisão e mais conversa!   Fazendo isso, você terá a oportunidade de conhecer mais seu filho e descobrir a criança incrível que ela é!

É importante também  que desde muito cedo, a criança seja estimulada com livros e letras.  Você não precisa ter um acervo imenso de livros e nem jogos e mais jogos de letras em EVA, mas é importante que você leia para a criança e a insira no universo das palavras sempre que puder.

Como a criança aprende em cada fase?

A criança amadurece de forma diferente em cada fase, e com isso o seu desenvolvimento cognitivo e motor vai ficando cada vez melhor.  Vale lembrar que essa fase de alfabetização é um conjunto de desenvolvimento e a criança não deve ser forçada ou receber estímulos demais.  Tudo a seu tempo, certo?

Aos 3 anos

Gostam de ouvir historinhas.  É aquela fase do,  conta de novo?

Nessa fase a criança já tenta imitar a letra do adulto e é capaz de fazer formas e desenhos com traços firmes.

4 a 5 anos

Já é capaz de reconhecer e escrever seu próprio nome.  Nessa fase a criança escreve cartinhas e bilhetes com as letras que conhecem e já representam bem o que querem dizer através dos desenhos.

6 a 7 anos

A criança já é capaz de escrever com erros ortográficos e caminha para a convencionalidade da escrita.

Nessa fase, é mais importante estimulá-los e deixar o papel da correção para a escola.

8 e 9 anos

Nessa fase a criança já é capaz de ler e escrever corretamente.  É capaz de escrever cartas, bilhetes e redações quase com perfeição, cometendo apenas pequenos erros de pontuação e ortografia, podendo confundir ainda letras que possuem o mesmo som como x e ch, s,ss e c, z e s.   Para superar essa deficiência de escrita a criança deverá ler e ler sempre que possível.

A criança aprende brincando

Alfabetizar a criança é papel fundamental da escola, mas ela não deve ser a única protagonista na vida do seu filho.

A criança sente na família a segurança que precisa para progredir sempre.

Mas não é só isso!  A criança aprende mesmo, brincando!

Estimular a criança através de jogos e brincadeira e uma leitura gostosa em família, fará com que ela crie memórias de felicidade e encontrará no aprendizado o estímulo para a vida toda!

Afinal,  aprender é divertido!!!

Como escolher a escola certa para seu filho?

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A escola perfeita para seu filho, não precisa ser a mais cara, a mais concorrida ou a mais tradicional da cidade!
A escola perfeita para seu filho é aquela que o faz feliz, que o respeita como indivíduo único e toda a sua bagagem de conhecimento que ele construiu desde os primeiros anos de vida. Porque sim, a criança não é um ser vazio. Ao longo de sua pequena vida, ela já é capaz de construir sua pequena bagagem cultural e é importante que o professor saiba explorar isso em sala de aula.
Por isso é tão importante que você visite a escola com seus filhos. Converse com o corpo docente e com quem será seu futuro professor.
Ter conhecimento sobre o ambiente em que seu filho passará metade do dia, ou as vezes até o dia todo, é super importante.
Sendo assim, a escola ideal é aquela em que seu filho se sinta feliz, acolhido e protegido. E principalmente, que ela saiba trabalhar a criatividade da criança. Porque decorar, qualquer um decora, agora saber construir…é outro nível!!!!

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