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Ditadura da Beleza, como livrar sua filha disso.

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COMO A FORMA COM QUE LIDAMOS COM O NOSSO CORPO PODE INFLUENCIAR NOSSAS FILHAS?

Quem nunca se julgou na frente da espelho, ou odiou a imagem que estava vendo?

Não é raro isso acontecer na vida da mulher.

Desde cedo somos expostas e condicionadas a imagem da perfeição.  E a perfeição é ser magra e alta.  Só que a realidade de 90% das mulheres é diferente e não se encaixa nesse padrão.  E quando a sociedade te julga por isso, a gente aprende a como se sentir feia todos os dias.

E qual é o impacto disso na vida de nossas filhas?

Automaticamente, ao denegrirmos a nossa imagem frente ao espelho, inconscientemente ensinamos as nossas filhas a não se gostarem ou a se acharem feias também, já que muitas vezes elas são ou se sentem parecidas com a mãe.

Nós somos o exemplo delas, são em nós que elas se espelham e se inspiram.  E se elas veem a mãe se auto flagelando, como irão aprender a se amar?

O primeiro passo se você está com a auto estima em baixa ou realmente precisa perder uns quilinhos, é fazer algo por você.  Seja em uma alimentação mais saudável, investir numa roupa melhor ou começar a fazer exercícios físicos, o importante é seu cérebro entender que algo está sendo feito por você e passar essa mensagem ao seu corpo.

Cada vez que fazemos algo por nós, nosso corpo em conjunto, entende isso e passa uma mensagem de amor próprio, elevando a tua auto estima e fazendo você se sentir mais bela.

Assim como você nunca diz a sua filha que ela é feia, pois para você ela é o ser mais lindo do planeta (e realmente é), mas o que faz você enxergá-la assim são os olhos do amor e da admiração.  Então, partindo dessa lógica (que eu acho que realmente exista), porque não se olhar com os olhos do amor também?

Se ame, se olhe todos os dias como a mulher mais linda do universo.  Coloque todos os dias uma roupa linda e vista o seu melhor sorriso, fazendo disso uma prática constante.

Trabalhando a auto estima e o amor próprio todos os dias, você vai se tornar admiradora de si própria e de quebra ensinar a sua filha a se amar também!

Nós crescemos sob essa ditatura absurda de beleza, vamos libertar nossas filhas disso e permitir que elas cresçam como mulheres brilhantes de dentro pra fora!!!!

Como escolher a escola certa para seu filho?

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A escola perfeita para seu filho, não precisa ser a mais cara, a mais concorrida ou a mais tradicional da cidade!
A escola perfeita para seu filho é aquela que o faz feliz, que o respeita como indivíduo único e toda a sua bagagem de conhecimento que ele construiu desde os primeiros anos de vida. Porque sim, a criança não é um ser vazio. Ao longo de sua pequena vida, ela já é capaz de construir sua pequena bagagem cultural e é importante que o professor saiba explorar isso em sala de aula.
Por isso é tão importante que você visite a escola com seus filhos. Converse com o corpo docente e com quem será seu futuro professor.
Ter conhecimento sobre o ambiente em que seu filho passará metade do dia, ou as vezes até o dia todo, é super importante.
Sendo assim, a escola ideal é aquela em que seu filho se sinta feliz, acolhido e protegido. E principalmente, que ela saiba trabalhar a criatividade da criança. Porque decorar, qualquer um decora, agora saber construir…é outro nível!!!!

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Fracassos da maternidade

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Como mães, tendemos a nos sentir culpadas por todos os fracassos da maternidade, sendo culpa nossa ou não.  E o que não faltam são matérias em revistas e em sites na internet para nos instigar a possuir tais sentimentos. 

Quando o assunto é sobre comportamentos dos filhos então, é só procurar que você vai encontrar um milhão de manuais e guias de como educar seu filho.

Só que na minha humilde opinião, esses livros servem apenas para nos dar um direcionamento, porque quando tentamos colocar o que está escrito nesse manual em prática quase nada funciona! Aí primeiro ficamos com muita raiva do autor, e depois nos frustramos. Nos sentimos la peor madre de todas!

Mas calma que não é bem assim!

Quem nunca gritou descontroladamente com seu filho e deu uma de louca varrida, que atire a primeira pedra!

Não vamos nos julgar gente!

É normal que você se sinta assim depois de se ajoelhar pra ficar do tamanho do seu filho e conversar de igual pra igual, para que a criança se sinta segura e entenda que o que você esta dizendo é o melhor pra ela, ( repetidas vezes e não da certo).

Ou quando colocou o seu filho no cantinho do castigo para pensar e a criança saiu de lá pior e mais descontrolado do que entrou!

Ou tirou o brinquedo preferido como castigo, pois cada ato tem uma consequência, mas devolveu o brinquedo depois de 5 minutos para que a criança parasse de gritar? Afinal mais vale uma palavra jogada ao ar do que muitos gritos na sua orelha!

Ou pior, rezou o pai nosso, ave maria e a bíblia completa antes de sair de casa, mas mesmo assim, seu filho aprontou todas e mais um pouco, te deixando envergonhada, desvalorizada e sem dignidade na frente de conhecidos e desconhecidos?

Ou quem nunca se imaginou largando seu filho na estrada (como fez aqueles pais japoneses), para dar um susto neles e assim eles perceberem o quanto são abençoados por serem seus filhos e nunca mais na vida fazer uma malcriação?

Ou se arrependeu amargamente por ter se tornado mãe e depois se arrependeu amargamente e mortalmente por tais pensamentos indignos de um ser-humano e se culpou ainda mais?

Não somos de ferro e perder as estribeiras (com moderação) é bem normal!!

Acordamos sem hora pra escovar os dentes e as vezes saímos com aquele coque do dia anterior no cabelo.  As vezes com esmalte descascado, de cara lavada e as vezes até  com a roupa suja, (ok, talvez só eu faça isso!), mas porque vivemos tanto para nossos filhos que nos esquecemos um pouco da gente.  E sim! Somos seres humanos e somos mulheres, o que piora nossa situação, pois estar bonita e bem arrumada é uma obrigação  imposta pela sociedade para nosso gênero!

Eles são nossos tesouros? São!

São nosso bem mais precioso? São  também!

Mas para tudo na vida existe um limite.

E talvez, talvez viu gente, porque não sou guru de nada, talvez, o segredo de uma maternidade bem sucedida, seja estabelecer limites entre a mãe e a mulher.

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Porque quando tiramos um tempo pra gente, pra fazer qualquer coisa para nós mesmas e paramos de ser 100% mãe, nos sentimos mais felizes e passamos isso para as crianças. Então meu conselho é que você seja mais egoísta.

Delegue tarefas!

Deixe os filhos com o marido um dia inteiro! Faça coisas por você, para você e esqueça por algumas horinhas a maternidade.

Quando você voltar, você já estará cheia de saudades e pronta para a próxima etapa!!

Além do mais, vai ser super divertido encontrar o marido acabado, estrupiado e estérico esperando o seu retorno.  Aí você pode perguntar para ele o seguinte:

(Alerta para texto irônico)!!!

-Oi amor o que você fez hoje? Só ficou em casa?  Credo, porque você tá tão estressado? Ficou em casa o dia todo e tá cansado? Eu hein! Homem maluco!!!

Chora não papai!!!

Analfabeta no Japão, parte 1 – fazendo compras no supermercado

18835359_1564920463520144_47626339_nA primeira compra de supermercados na terra do Sol nascente, a gente nunca esquece!   
É assim que me sinto ao me lembrar da minha primeira compra por aqui.  Lembro também que me senti como se fosse uma analfabeta! Completamente analfabeta e vou contar porque.
Por aqui tudo é escrito em japonês, óbvio!! Mas o grande problema é que se você não sabe ler kanjis, você não sabe ler nada.  Para quem não sabe, o alfabeto japonês é composto por 3 diagramas, o hiragana, o katakana e o kanji…O hiragana e katakana eu aprendi ainda no Brasil, mas o kanji, só sendo verdadeiro ninja e tendo muitas habilidades é que você consegue aprender com rapidez, o que não é meu caso!
Recapitulando o assunto:  
Passado o susto, começamos a passear pelo supermercado, e de corredor em corredor, essa experiência foi se tornando um tour de descobertas.
Nas prateleiras de doces, bolinhos de feijão (azuki) e docinhos de arroz (moti).   
Nos snacks, salgadinhos de lula, de miojo e alguns salgadinhos tinham o sabor doce e salgado juntos.  Além de misturas para doces que a criança é capaz de preparar sozinha em casa.  Cada caixa de doce vem com brinquedinhos para compor a experiência de “fazer comidinha”.  Os doces tem várias formas.  Para meus filhos, é diversão garantida.
Nas bebidas, uma infinidade de tipos de chás (sem açucar!!), bebida numero 1 dos japoneses.
E se você é amante de sushis e sashimis, o corredor de peixes é um verdadeiro oásis.  Os  cortes são dividios em peixes para sashimi, para assar e para fritar.  Japoneses são amantes de frutos do mar, então opção é o que não falta.
Logo que chegamos aqui, era outono, por isso achei as prateleiras de frutas bem pobrezinhas, se comparadas ao do nosso rico Brasil, mas agora na primavera, já é possível encontrar quase todos os tipos de frutas.  E elas são quase sempre docinhas e sempre embaladas com perfeição.  Algumas são tão lindas e perfeitas, que parecem até de mentira!
Os laticínios são bem variados.  Queijos e iogurtes de todos os tipos.  Leite só fresco, nada de UHT por aqui!
Azeites geralmente vem da Itália, Espanha ou Portugal.  Cafés você encontra até do Brasil, esses geralmente são mais caros.  Aliás, café brasileiro por aqui é bem famoso. Se você quiser agradar um japonês o presenteie com café brasileiro que a amizade estará garantida!
Cozinhar no Japão é bem fácil, os japoneses tem molhos prontos para tudo.  De cozinheira mediana, passei a expert, graças aos molhos.  Segredinho meu!!!
Além dos molhos prontos que facilitam nossa vida na cozinha, a variedade de “bentôs”, um tipo de marmitex, é bem grande.  Se você for um pouquinho depois do horário de almoço, ainda ganha um descontinho.  Alimentos sempre frescos e a comida é deliciosa.
As sobremesas por aqui é um desafio ao nosso paladar.  Nada é muito doce e parece que eles ainda não descobriram o poder do leite condensado.  Apesar de vender por aqui, inclusive o da Nestle.   
Já os sorvetes são deliciosos, desses a gente não abre mão aos fins de semana.  Até Hagen Daz por aqui é barato comparando com o preço vendido no Brasil.
Agora falando sobre os pães…essa na minha opinião é a parte mais gostosa do supermercado.  Os pães são tão fofinhos e apetitosos, que é impossível sair de lá sem ao menos um na sacola.
O corredor de carnes foi um segundo choque quando avistei! Nas bandeijas o que pra eles é bife, pra gente é sashimi de carne! São muito saborosas, mas muito caro e não compensa comprar no mercado japones.  Aliás, esse é o único alimento que compro no supermercado brasileiro.
Carnes de porco e frango, ok! E falando em frango, ele na maioria das redes de supermercados japoneses, vem do Brasil. Viva nosso Brasil outra vez!
Continuando ainda a falar em Brasil e em produtos brasileiro, se você é uma legítima brasileira que não abre mão do seu feijão fresquinho de todos os dias, aqui no Japão existem muitos mercados brasileiros.  E caso você não more perto de nenhum, como eu, a maioria dos supermercados possuem sites e entregam no dia e horario de sua preferência. O melhor disso tudo é poder fazer suas compras em português!
Comprar produtos de limpeza e higiene pessoal é um grande desafio por aqui também, já descrevi no começo da matéria, aqui tudo é escrito realmente em diagramas.  São poucos os produtos de marcas internacionais, e agora me lembro apenas de quatro nomes que são, Pantene, Lux, Dove e Clear, fora isso, você nao consegue imaginar se é pro seu tipo de cabelo ou não.  Entao, é na sorte!  Os produtos de limpeza eu compro pelo desenho mesmo.  Até agora sempre comprei certo e achei todos excelentes.  Inclusive, uma curiosidade por aqui é que nada se lava jogando muita água, mas sim com o produto certo e paninho.   
E pra finalizar, não posso deixar de falar do atendimento nos supermercados.  Por aqui, independente da sua cor, raça, religião ou opinião política, você é sempre atendido com muito respeito e educação. O atendimento é tão eficiente que praticamente não existem filas nos caixas. E apesar da barreira do idioma, fazer compras por aqui é sempre uma experiência muito agradável.

Na dúvida, é melhor ficar calada!!

Todos os dias no onibus aqui no Japão, eu vejo pessoas jovens e saudaveis ocupando assentos preferenciais enquanto quem precisa é obrigado a ficar em pé.

Hoje após uma senhora quase cair do meu lado por duas vezes, eu cutuquei uma mocinha que aparentemente fingia estar dormindo e pedi que ela levantasse pois ali era assento preferencial. Ela me olhou muito feio, cambaleou e levantou muito contrariada.

Segundos depois, uma senhora que estava o meu lado susurrou em ouvido: Ela está grávida!  E em seguida me mostrou um broche em sua bolsa, sinalizando a gravidez!

Nem preciso dizer o tamanho do meu constrangimento!  Eu acho que no mínimo a mulher pensou que estrangeiros chegam aqui, sem saber de nada e querem bancar os bons samaritanos!!!!  Minha cara rolou e fiquei com vontade de saltar do ônibus.

Após esse micão só gostaria de me convencer que tenho dois pontos em minha defesa:
1. As japonesas aparentam ser muito mais novas do que sao;
2. Sao tao magrinhas que você nem desconfia de uma gravidez!

Quando cheguei em casa e comentei com alguns amigos mais experientes de Japão, eles me disseram que por aqui não tem muito esse negócio de prioridade e que na verdade os próprios idosos não aceitam esse tipo de preferência. 

Conclusão: na dúvida, é melhor ficar na sua

 

Morando fora

Eu nunca escolhi morar fora. A vida escolheu por mim. E a primeira vez foi aos 15 anos…

Minha mãe havia se casado com um japonês brasileiro (nissei em palavras bonitas) e então me levou pro Japao com ela. Não foi uma experiência ruim, eu apenas não havia escolhido aquilo.

Desde então minha vida foi de andanças. Desde cedo aprendi a viver sozinha e guardar a saudade no bolso e só abri-la a noitinha.

Há quem acredite que é glamouroso morar fora, é chique, tá na moda! E é mesmo! Mas todo bônus tem seu ônus. E nesse caso, o lado ruim da historia é sentir muitas vezes o aperto no peito acoplado com a solidão, que se chama saudade.

Quando moramos fora ganhamos muitas coisas: experiencia, cultura, um novo idioma e amigos de varias partes do mundo . Porém perdemos outras tantas como o aniversário dos seus pais, o nascimento do seu sobrinho, o Natal em família e o abraço dos irmãos.

Costumam dizer que a vida é um jogo, uma hora você ganha e uma hora você perde. Mas confesso que gosto de acreditar que a minha vida é uma novela e eu sou a protagonista principal, cujo a música tema, eu já escolhi faz tempo!

Encontros e despedidas

Mande notícias do mundo de lá

Diz quem fica

Me dê um abraço, venha me apertar

Tô chegando

Coisa que gosto é poder partir

Sem ter planos

Melhor ainda é poder voltar

Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem

A vida se repete na estação

Tem gente que chega pra ficar

Tem gente que vai pra nunca mais

Tem gente que vem e quer voltar

Tem gente que vai e quer ficar

Tem gente que veio só olhar

Tem gente a sorrir e a chorar

E assim, chegar e partir

São só dois lados

Da mesma viagem

O trem que chega

É o mesmo trem da partida

A hora do encontro

É também de despedida

A plataforma dessa estação

É a vida desse meu lugar

É a vida desse meu lugar

É a vida

Compositores: Fernando Brant / Milton Silva Campos Nascimento

Letra de Encontros e despedidas © EMI Music Publishing, Sony/ATV Music Publishing LLC